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sábado, 26 de dezembro de 2009

A Evolução Humana - Parte 1

Sei que fiquei um bom tempo sem fazer postagens em meu blog, isso devido a problemas de falta de tempo e procurando ver uma forma diferente de fazer as postagens. Faço as postagens baseadas em textos existentes em livros e revistas, como existe essa coisa de direitos autorais, eu precisava estudar as matérias e depois escrevê-las com minhas palavras nas postagens. O problema disso: muito demorado e trabalhoso.
Por isso, daqui em diante escreverei as postagens com o texto original copiado da revista ou do livro, com a indicação da bibliografia para quem lê os conteúdos saber de onde tiro os textos. Mas vamos lá, vamos ao que interessa! Para previamente entender melhor o texto, nossa espécie faz parte dos hominídeos, que são um tipo de primata que possui pés nos lugares das mãos inferiores, locomoção bípede e mãos mais práticas para manipular objetos, é baseado nessa classificação científica que o texto será explicado.(Meu texto) Vamos lá!

1 - Os Hominídeos e a Biologia Molecular auxiliando nas pesquisas:

Os hominídeos são uma sub-tribo de primatas caracterizados pela postura erguida e a locomoção bípeda. Anteriormente eram considerados como uma família(Hominidae), e hoje como uma sub-tribo(Hominina), da qual atualmente só sobrevive o Homo Sapiens. Existem exemplares fósseis que datam de mais de 6 milhões de anos.
São primatas adaptados á vida terrestre, a caminhar erguidos numa postura bípede, com o crânio também verticalizado. 
Os pés são diferentes do resto dos primatas, com o primeiro dedo mais robusto e alinhado com os quatro restantes. 
As mãos também tem um polegar mais desenvolvido e estão mais adaptadas para manipular objectos.
Os fósseis dos homininos mais antigos encontram-se fundamentalmente no leste do continente africano, em sítios ao largo do Rift Valley, uma enorme fratura da crosta terrestre que se extende desde Moçambique ao Mar Morto.

Os chimpazés são os hominoides mais parecidos conosco; compartilhamos com eles 98% do material genético. 
Segundo a biologia molecular a linha evolutiva dos hominídeos separou-se dos chimpazés á 6 ou 7 milhões de anos. 
Esta medição foi obtida a partir dos denominados "relógios moleculares", cujo fundamento consiste na diferença genética entre as duas espécies. A biologia molecular tem calculado o ritmo da mudança dos genes que mudam a um ritmo constante e a partir daí estabeleceu-se a data de entre 6 a 7 milhões de anos que coincide precisamente com o câmbio climático que provocou a destruição das grandes selvas do Mioceno e se desenvolveram as extensas superfícies de savana herbácea na África. Esta mudança ambiental levou á extinção de espécies e possibilitou a aparição de outras entres as quais se encontrava o primeiro antepassado dos hominídeos. Até á uns anos o hominídeo mais antigo reconhecido era o Ardipithecus ramidus descoberto pela equipe de Tim White entre 1994-1997 na região etíope de Afar. 

Esta espécie com uma antiguidade de uns 4,4 milhões de anos habitaria na selva e a sua alimentação seria similar à dos chimpazés, mediria 1 metro e pesaria por volta dos 30 Kg. Apresenta uma notável redução dos caninos e a partir de alguns restos da base do crâneo acredita-se que representaria uma forma elementar de bipedismo, teoria confirmada por um achado em 2001 de uma falange do pé que parece ser compatível com a locomoção bípeda. White considera que teria uma forma de caminhar diferente de qualquer ser vivo actual. Afirmou que se tratava do ser perdido da escala, mas actualmente tende-se a considerar que representaria um ramo colateral da árvore geneológica humana. No ano de 2004 recuperam-se novos restos de Ardipithecus noutra área da Etiópia com uma antiguidade de entre 5.2 a 5.8 milhões de anos a que se atribuiu como sendo uma espécie diferenciada denominada Ardipithecus kadabba que apresenta certas semelhanças na estrutura dental com o Orrorin tugenensis, cuja estrutura se detecta nos primatas mas não nos hominídos.

Em Dezembro do ano 2000, Brigitte Senut e Martin Pickford anunciaram o achado de uns fósseis homínidos muito antigos nas colinas de Tugen próximas do Lago Boringo no Quénia que foram denominados ancestrais do milénio, se bem que a sua denominação científica é a de Orrorin tugenensis, os restos de um fémur parecem demonstrar que seria bípedo, a cronologia da sua cadeia primitiva é muito antiga, atando-se ente 5,9 e 6,1 milhões de anos.
No ano de 2002 a equipe de Mikel Brunet deu a conhecer um crâneo com 350 cm3 com uma antiguidade datada entre os 6 m. a. e 7 m. a. de características similares ao chimpazé mas com uma cara com feições mais humanas.

Estes restos encontrados no norte do Chad receberam a denominação de Toumai, enquanto a sua denominação científica é Sahelanthropus tchadensis. Entretanto encontram-se também partes das extremidades inferiores, a posição de inserção da coluna vertebral na base do crâneo parece indicar que seria bípedo.
A inclusão do Sahelanthropus Tchadensis entre os homininos continua gerando controvérsia e de facto Senut e Pickfork não o aprovam, contudo os descobridores do ardipithecus consideram que poderia ser um ardipithecus arcaico.

Em Abril do ano 2005, Brunet e os seus colaboradores apresentaram uma reconstrução virtual do crâneo que parece validar a sua inclusão entre os homininos. Esse texto foi tirado de: http://www.enciclopedia.com.pt/print.php?type=A&item_id=1321. Na próxima postagem terminarei com o assunto sobre a evolução humana, descrevendo mais a fundo a evolução em si e cada um dos homens primitivos.