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domingo, 10 de abril de 2011

Os terremotos

Os terremotos são conhecidos como um dos fenômenos naturais de efeito negativo para as populações no mundo, e além disso, pouco se sabe por parte de muitos, como eles ocorrem.
Muitos atribuem a exploração de petróleo e gás como uma causa para os terremotos, mas esta afirmação é errada, já que o evento causador dos terremotos é algo que abrange dimensões geográficas muitos maiores.

Como acontecem os terremotos?

1 - As placas tectônicas

A crosta terrestre, que é a camada da Terra sobre a qual pisamos, não é contínua, ela é dividida em várias camadas, que na verdade são denominadas como placas.


Essas placas, de dimensões continentais, flutuam sobre a camada que vem logo abaixo da crosta, que é a astenosfera, que é como uma parte semi-líquida da crosta (composta de magma).

2 - Ciência de tectônica de placas propriamente dita

As placas tectônicas da crosta não são estacionárias, elas se movimentam para qualquer direção dependendo  do sentido do movimento de lava da astenosfera. Esse fluxo acontece pelo deslocamento de lava mais quente das regiões mais profundas da astenosfera, que se eleva para cima e pelo deslocamento no sentido contrário de lava mais fria das regiões mais próximas a crosta terrestre.
Com essa flutuação "inquieta" das placas, duas ou mais placas podem estar se movimentando no sentido de se chocarem ou de se afastarem. É preciso considerar ainda que existem dois tipos de placas tectônicas: as placas continentais e as placas oceânicas, o fato é que se uma placa ou a outra é continental ou oceânica, isso irá interferir no efeito que ocorrerá caso elas se afastem ou se choquem.


Geralmente, os terremotos ocorrem quando uma placa oceânica está se chocando com uma placa continental, a placa oceânica submerge sob a placa continental, por ser mais densa, mergulhando para a astenosfera e se fundindo, além de causar elevação da crosta continental (altos planaltos, cadeias de montanhas) e, os terremotos.


3 - A ciência dos sismos (terremotos) propriamente dita

Na interação de choque entre duas placas, toda a tensão de contato entre as duas placas, se caso se acumular por muito tempo, pode gerar futuramente, uma liberação de força de ordens catastróficas, tudo isso a partir de um único ponto geográfico. Esse ponto geográfico é chamado de epicentro.
Essa onda de força se desloca para todas as direções, mas não de maneira uniforme, porque os diferentes tipos de rochas permitem a passagem de uma certa intensidade de vibração com menos ou mais força ou menos ou mais velocidade. Essas ondas são divididas em 4 tipos: ondas P ou ondas primárias, ondas S ou ondas secundárias, ondas L ou ondas de love e ondas R ou ondas Reyligh.


Essas ondas compõem dois grupos de ondas, as ondas R e L que são as ondas de superfície, resultado da chegada das ondas interiores a superfície terrestre, que são as ondas P e S. As ondas interiores são propriamente as ondas geradas pela fonte do terremoto. As ondas P são ondas que comprimem e esticam as rochas, as ondas S causam ondulação das rochas no sentido de cima para baixo.
As ondas R causam ondulação nas rochas tal como a que ocorre na superfície da água ao se jogar um pedra nela e por fim, as ondas L causam movimento no sentido para a esquerda ou direita das rochas ao mesmo tempo que um movimento de ondulação.

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