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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Hubble registra imagem de galáxia anã azul

Nasa divulgou na sexta-feira, 30 de outubro de 2012, uma imagem da galáxia NGC 5253.
A foto foi registrada pelo telescópio Hubble.

Essa galaxia é peculiar pois a natureza das galáxias anãs azuis compactas intriga os astrônomos há anos e ainda não tem explicações para o comportamento. 

Existe atualmente simulações numéricas feitas de acordo com a atual teoria cosmológica de formação das galáxias, porém a questão é chamada de Problema das Galáxias Anãs, elas não batem com a formação da  galáxia NGC 5253.

fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,hubble-registra-imagem-de-galaxia-peculiar,968491,0.htm
http://www.nasa.gov/

sábado, 17 de novembro de 2012

Sistema Digestório (Digestão) Parte 2


Continuando com o sistema digestório, vamos nesse post tratar do restante do sistema (intestinos) e dos órgão anexos que ajudam na digestão.
INTESTINO DELGADO
O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4 cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodenojejuno e íleo.
É no intestino delgado que vai ocorrer a maior parte da digestão e absorção do que foi ingerido. 
O processo se inicia nessa primeira porção(duodeno). Lá, com auxílio do suco intestinal, as proteínas se transformam em aminoácidos e a maltose e alguns outros dissacarídeos são digeridos, graças a enzimas como a enteroquínase, peptidase e carboidrase.
No duodeno atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. Alguns nutrientes são absolvidos nessa seção, mais a maior parte deles é absolvidas no jejuno e íleo.
A digestão se encerra na segunda e terceira porção do intestino delgado( jejuno e íleo), pela ação do suco intestinal. 

São nelas que a maior parte dos nutrientes são absorvidos. 
Suas enzimas, maltase, sacarase, lactase, aminopeptidases, dipeptidases, tripeptidases, nucleosidades e nucleotidases permitem que moléculas se reduzam a nutrientes e estes sejam absorvidos pelos vasos sanguíneos do intestino, que passam ao fígado para serem distribuídos pelo resto do organismo com auxilio das vilosidades presentes no intestino. 
No final desse processo, o alimento passa a ter aspecto aquoso, esbranquiçado, e é chamado, agora, de quilo.


INTESTINO GROSSO
Mede cerca de 1,5 m de comprimento e é dividido em: ceco e apêndice vermiforme, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, sigmoide, reto e canal anal.
O intestino grosso é o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. 
Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. 
Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. 
Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.
O intestino grosso não possui vilosidades nem secreta sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis. Como o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis, que são evacuados.

GLÂNDULAS ANEXAS
Pâncreas
O pâncreas é uma glândula mista, de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular, localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome, na alça formada pelo duodeno, sob o estômago.
O pâncreas é dividido em três regiões: 
Cabeça, corpo e cauda. 
O pâncreas produz enzimas e hormônios.
 De acordo com suas funções é dividido em porção endócrina e porção exócrina.

Porção endócrina: 
É composta por grupos de células chamadas ilhotas pancreáticas, que possuem três grupos de células:
As que produzem glucagon, 
As que produzem insulina
As que produzem somatostatina. 
Porção exócrina: 
É porção exócrina do pâncreas participa na digestão secretando enzimas digestivas, através de estruturas chamas ácinos. 
Os ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos, por onde sua secreção é levada até um condutor maior, que desemboca no duodeno, durante a digestão.

Fígado

fígado é o maior órgão interno, e é ainda um dos mais importantes.
O fígado é um órgão que atua como glândula exócrina (liberando secreções) e glândula endócrina (liberando substâncias no sangue e sistema linfático). Ele é a maior glândula do corpo humano, 
pesando cerca de 1,5 kg no homem adulto e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. 


Suas funções são:
Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a ação da lipase.
Remover moléculas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicogênio, que é armazenado; nos momentos de necessidade, o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose, que são relançadas na circulação; 
Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células;
Metabolizar lipídeos;
Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras;
Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo;
Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile.

Com isso terminando o sistema digestório. Até a próxima.




sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Química Orgânica - Parte 4

Esta é a última postagem da série sobre a química orgânica, aqui irei falar sobre as funções químicas, que são grupos de tipos de compostos químicos específicos, diferentes de tudo que já foi mostrado aqui.
Esses compostos químicos não possuem somente átomos de carbono e hidrogênio em suas moléculas, possuem um terceiro tipo de átomo, que é o de oxigênio e é nele que está a diferença.

Os álcoois:

Os álcoois são compostos químicos orgânicos que apresentam uma cadeia carbônica ligada a uma hidroxila (OH) na extremidade (mais comum) ou em outras partes da mesma.
A hidroxila, como mostrado nos parênteses, é basicamente o conjunto formado por um átomo de oxigênio ligado a um de hidrogênio, que tende a se separar do resto da molécula em reações químicas, se tornando um conjunto iônico livre com carga negativa. Veja a esquematização simples de um álcool abaixo:


Os álcoois possuem nomenclatura semelhante a de alcanos, alcenos e alcinos com a diferença de que ao final, os nomes dos álcoois recebem a terminação de "ol". Um exemplo é o etanol, que muitas vezes, misturado a água, é utilizado como combustível automotivo. Veja a fórmula estrutural do etanol abaixo:

Como podemos ver, ele é etanol, por que possui dois átomos de carbono na cadeia principal (neste caso, a única) e por ser um álcool, ele tem o nome terminando com "ol". Se possuísse três átomos, seria chamado de propanol, se tivesse quatro, se chamaria butanol e assim por diante.
Abaixo temos a fórmula estrutural de um álcool com a hidroxila localizada no meio da cadeia:


Este composto exemplificado é o isopropanol ou álcool isopropílico, o sufixo "iso" é devido ao fato da hidroxila estar localizada no meio da cadeia. Os álcoois também podem ser nomeados da forma como: álcool etílico (etanol) ou álcool hexílico (hexanol) por exemplo.

Os fenóis:

Para entender o que é um fenol, deve se saber primeiro o que é um benzeno:

O que é um benzeno?

Um benzeno é um composto químico com cadeia circular com seis átomos de carbono ligados a hidrogênios da forma como mostrado abaixo:

A quantidade de átomos de hidrogênio não é suficiente para satisfazer a necessidade de cada átomo de carbono de se ligar a quatro outros átomos, portando existe uma dupla ligação que é "móvel" ao longo da cadeia, se mudando de carbono para carbono. Essa é a definição de benzeno. 
Os benzenos são classificados como compostos aromáticos. Recebem também a denominação de anel benzênico.

Pois bem, os fenóis são um anel benzênico ligado a uma hidroxila, como mostrado abaixo:


Fenol: possui o próprio nome do grupo e é o fenol mais simples.

Portanto, álcoois e fenóis possuem uma hidroxila ligada a um radical, nos álcoois a hidroxila (OH) está ligada a uma cadeia linear ou ramificada e nos fenóis o radical é um ou mais anéis aromáticos, também chamados de aneis benzênicos. O fenol dá origem a todos os outros fenóis por meio de reações orgânicas.

As formas mais simples de nomenclatura dos fenóis além daquela do fenol mais simples, estão descritas abaixo na figura:


Aldeídos e cetonas:

   Os aldeídos e as cetonas são compostos orgânicos que possuem a carbonila (CO) em sua fórmula estrutural que é um átomo de carbono ligado em dupla ligação com um átomo de oxigênio.
   Nos aldeídos a carbonila está em uma das extremidades da cadeia enquanto que nas cetonas a carbonila está localizada somente a partir do átomo de carbono secundário. 
   O aldeído mais simples é o formaldeído, também chamado de metanal ou aldeído fórmico:


  Existem então três formas de nomear um aldeído, primeiro o prefixo que descreve o número de carbonos seguido de "al", esse mesmo prefixo seguido de "al" + "deído" ou da forma aldeído + prefixo referente ao número de carbonos + ico ou óico.
  Veja o outro exemplo:

Propanal, aldeído propanóico ou propanaldeído

 Nas cetonas, a mais simples é a acetona também chamada de propanona ou dimetil-cetona, mostrando então as formas de nomear uma cetona:


dimetil-cetona(metil antes e depois da carbonila) ou propanona

Veja o outro exemplo:

Butanona ou metil-etil-cetona

   Se esse composto químico tivesse 5 carbonos e tivesse uma carbonila também no secundo carbono, seria 2-pentanona ou metil-propil-cetona, se tivesse o mesmo número de carbonos mas com a carbonila no terceiro carbono seria dietil-cetona ou iso-pentanona.

Os éteres:

   Os éteres são formados por um átomo de oxigênio ligado a dois radicais iguais ou não. 
   A nomenclatura dos éteres pode ser exemplificada com a figura abaixo:

   Este é o metoximetano, também podendo ser chamado de éter dimetilíco, abaixo está a figura de outros dois éteres:


   Esse é o éter dietílico ou etoxietano, portanto a nomenclatura dos éteres é composta de prefixo seguido de oxi + nome do maior radical ou éter + prefixo seguido de "ílico".

Os Ácidos carboxílicos:

   Os ácidos carboxílicos são assim chamados por possuirem em sua composição uma ou mais cadeias ou radicais ligados a uma ou mais carboxilas (COOH) que é a união de uma carbonila com uma hidroxila, ou seja, é um carbono ligado em dupla ligação com um oxigênio com pelo menos um radical e ainda também ligado a um outro oxigênio quando que esta ligado a um hidrogênio, veja a imagem abaixo:


 O nome desses ácidos orgânicos sempre são especificados como: ácido acompanhado de um nome formado pelo prefixo referente ao número de carbonos + "ico" ou "óico".

Ésteres:

  Os ésteres são originados dos ácidos carboxílicos também chamados de ácidos graxos, em que o hidrogênio da hidroxila foi substituído por um radical formando uma alquila (COOR, um carbono com dois oxigênios mais um radical). Os ésteres complexos são chamados de lipídios que são basicamente as gorduras. Abaixo temos exemplos de ésteres:



 Como se vê o nome de um éster pode ser montado combinando o nome de uma dessas espécies químicas mostradas ou outras com de outro grupo radical. Melhor especificando, se o primeiro radical mostrado, o metanoato, estivesse ligado a um radical metil (CH3), formaria-se o éster chamado como metanoato de metila, se este metil estivesse ligado a um propril (C3H7), teríamos o metanoato de propila.

Está encerrada aqui a série sobre químcia orgânica básica, muito obrigado por aqueles que acompanharam.

Até a próxima postagem.

Fontes: http://aenfermagemnaomedeixadormir.blogspot.com.br/2011/09/nomenclatura-de-compostos-organicos.html
http://pages.uoregon.edu/ch111/L31.htm
http://theuniversalmatrix.com/pt-br/artigos/?tag=benzeno
http://enfo.agt.bme.hu/drupal/node/4805

domingo, 18 de março de 2012

Sistema Digestório (Digestão) Parte 1



Sistema Digestório (Digestão)

O sistema digestório que iremos estudar aqui é o sistema digestório humano.


Os órgãos do sistema digestório propiciam a ingestão e nutrição do que ingerimos, permitindo com que seja feita a absorção de nutrientes, além da eliminação de partículas não utilizadas pelo nosso organismo.

Para que haja a digestão, o alimento deve passar por modificações físicas e químicas ao longo deste processo, iniciado na boca e terminando no intestino.



1 - A boca 

É o primeiro órgão do aparelho digestivo.
Possui duas estruturas importantes para a digestão: a língua e os dentes



A Língua é um órgão musculoso, dotado de muita mobilidade para poder misturar os alimentos com saliva e permitir a mastigação e ainda serve para engolir os alimentos, ou seja, para a deglutição. 

Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: amargo , azedo ou ácido, salgado e doce. 



As glândulas salivares
A presença de alimento na boca, assim como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias. A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal: parótida, submandibular e sublingual.
O sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH neutro (7,0) a levemente ácido (6,7), ideal para a ação da ptialina. 
Os dentes são estruturas calcárias que cortam e trituram os alimentos, facilitando o processo digestivo.
Todos os dentes apresentam três regiões:
A Coroa: É a parte visível na boca.
O Colo: É a parte intermediária entre a coroa e a raiz.
A Raiz: É a parte que fixa os dentes nos maxilares. Alguns deles possuem mais de uma raiz.

2 - Faringe – Esôfago 



O alimento, que se transforma em bolo alimentar, é empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado pelas ondas peristálticas, levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o esôfago até o estomago.
A faringe é um órgão comum ao aparelho digestivo e ao aparelho respiratório. Isso quer dizer que, pela faringe, tanto pode passar o ar durante a respiração, como os alimentos na digestão.
O fluxo de ar ou de alimentos é controlado por uma cartilagem chamadaepiglote. A epiglote funciona como uma espécie de válvula da laringe, que é um dos órgãos do aparelho respiratório.
Durante a deglutição, a laringe se eleva, enquanto que a epiglote se abaixa, fechando a entrada da laringe e permitindo a passagem do alimento para o esôfago.
Durante a respiração, a epiglote se eleva, mantendo a laringe aberta e permitindo a passagem do ar.
Durante as ondas dos peristaltismo, você pode ficar de cabeça para baixo e, mesmo assim, seu alimento chegará ao intestino. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias.
Quando a cárdia (anel muscular, esfíncter) se relaxa, permite a passagem do alimento para o interior do estômago.

3 - Estômago e suco gástrico

No estômago, o alimento é misturado com a secreção estomacal, o suco gástrico (solução rica em ácido clorídrico e em enzimas (pepsina e renina).
A pepsina decompõem as proteínas em peptídeos pequenos. A renina, produzida em grande quantidade no estômago de recém-nascidos, separa o leite em frações líquidas e sólidas.
 O estômago produz cerca de três litros de suco gástrico por dia. O alimento pode permanecer no estômago por até quatro horas ou mais e se mistura ao suco gástrico auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal. O bolo alimentar transforma-se em uma massa acidificada e semilíquida, o quimo.
Passando por um esfíncter muscular (o piloro), o quimo vai sendo, aos poucos, liberado no intestino delgado, onde ocorre a parte mais importante da digestão.


Na próxima postagem intestino e os outros órgãos anexos a digestão.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aparelho_digestivo 
http://www.afh.bio.br/digest/digest1.asp 
http://www.brasilescola.com/biologia/sistema-digestivo.htm 
http://www.colegioweb.com.br/biologia/sistema-digestorio.html 
http://www.universitario.com.br/celo/topicos/subtopicos/anatomia/sistema_digestivo/sistema_digestivo.html 
http://www.webciencia.com/11_22digestao.htm 
http://www.auladeanatomia.com/digestorio/sistemadigestorio.htm 
http://www.elizabethmanguino.com.br/pt/duv_03.html 
http://www.studiomel.com/20.html 
http://www.grupoescolar.com/pesquisa/estomago.html 

terça-feira, 6 de março de 2012

Química Orgânica - Parte 4


Olá pessoal. Continuando a série de postagens sobre química orgânica, explicaremos nessa nova postagem um aprofundamento sobre a nomenclatura de compostos químicos orgânicos de cadeia ramificada.
Na postagem anterior, foi explicado como nomear compostos químicos orgânicos ramificados de cadeia somente com ligações simples, nessa postagem explicaremos como nomear esses compostos quando tem cadeia saturada (com duplas e triplas ligações) e também nos aprofundaremos no estudo dos radicais.

Começaremos pelo primeiro exemplo:


Note que nesse exemplo não vemos tipos comuns de radicais nomeados como metil ou etil por exemplo, como foi explicado na postagem anterior. São radicais que estão ligados por um átomo de carbono central e ligado a dois outros átomos de carbono nas duas extremidades. Neste caso esse radical recebe em seu nome, o prefixo "iso". No primeiro exemplo da imagem, o da esquerda, o radical é um propil, então este recebe o nome de isopropil. No segundo exemplo, há quatro átomos no radical que está ligado à cadeia principal pelo átomo de carbono central, também é um iso, sendo que também é um butil, portanto, isobutil.

Veja agora este exemplo:

Como vemos na figura, temos uma molécula de um alceno de cadeia ramificada, a maior cadeia já está disposta em forma retilínea e horizontal. Este é um nonadieno porque possui nove átomos de carbono da maior cadeia e "dieno" porque possui duas duplas ligações na mesma cadeia.
É necessário contar os carbonos não só para verificar qual é o tipo básico do composto como já foi determinado, mas também para determinar as posições dos radicais e também das duplas ligações, como é na direita da cadeia que está a dupla ligação mais próxima da extremidade, e até mesmo, é na própria extremidade, é de onde nos vamos começar a contagem dos átomos de carbono, portanto, da direita para a esquerda. Como a primeira dupla ligação é no primeiro átomo de carbono e a segunda dupla ligação é no sétimo, então este composto é um 1,7-nonadieno. Agora falta definir as numerações dos radicais, assim sendo, estes são, pela mesma ordem de contagem de átomos: 3,4,5,6,7.
Porém vemos que no terceiro átomo estão localizados dois radicais, damos no nome com o prefixo "di", como são dois metis, então fica como 3-dimetil, seguindo adiante identificamos os outros radicais como 4-metil, 5-propil, e então nos deparamos com mais um desafio: em que notamos um radical ramificado, neste caso, é o segundo átomo de carbono desse radical que está ligado a cadeia principal portanto damos o prefixo "sec" quando que o radical possui 5 átomos de carbono ao todo, portanto é um 6-sec-pentil e por último temos um 7-isopropil. No resumo, o nome do composto é: 3-dimetil-4-metil-5-propil-6-sec-pentil-7-isopropil-1,7-nonadieno.

Na próxima postagem, farei a minha última explicação sobre química orgânica. Muito obrigado a todos aqueles que acompanham o blog e que acompanham essa postagem. Até a próxima!



Fontes:



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Química Orgânica - Parte 3

Na última postagem, falei sobre como é a nomenclatura de compostos químicos alcenos e alcinos quando estes possuem duas ou mais duplas ligações ou triplas ligações na cadeia molecular.
No entanto, não é somente nestes casos ou nos casos mais simples em que é necessária uma nomenclatura específica para a química orgânica. Os compostos orgânicos não possuem somente cadeia molecular linear, como as que foram exemplificadas na última postagem. Existem aquelas que possuem cadeias moleculares com os chamados radicais e assim, são considerados como aqueles que  possuem cadeia ramificada.

O que são os radicais?

Os radicais são extensões das "fileiras" ou cadeias de átomos que saem do curso linear, como mostrado na figura abaixo:



A cadeia normal que é a linear, é a maior cadeia da molécula, isto porque a molécula  possui mais de uma cadeia, as demais cadeias que estão mostradas como verticais, são os chamados radicais ou radicais orgânicos. Há uma nomenclatura específica para os radicais ou "galhos" das cadeias ramificadas, esses radicais podem possuir qualquer número de átomos de carbono e hidrogênio. Segundo o número desses átomos é que também é baseada a nomenclatura, assim como se utiliza do mesmo para o que foi exemplificado nas postagens anteriores, veja abaixo:

radical com 1 carbono: metil
radical com 2 carbonos: etil
radical com 3 carbonos: propil
radical com 4 carbonos: butil
radical com 5 carbonos: pentil
radical com 6 carbonos: hexil
radical com 7 carbonos: heptil
radical com 8 carbonos: octil
radical com 9 carbonos: nonil
radical com 10 carbonos: decil

O prefixo dos nomes segue a regra do número de átomos de carbono e a terminação desses nomes é sempre "il". Vamos ver agora a imagem de mais um exemplo para nos aprofundarmos:


Define-se o nome de um composto com cadeia ramificada, fazendo a contagem dos átomos em todas as direções e também considerando os átomos dos radicais, primeiramente. Após isso, através dessa contagem saberá-se qual é a maior cadeia (de acordo com o número de átomos) e daí dará-se a definição se o composto é um propano ou butano por exemplo. Depois, as cadeias menores serão consideradas como os radicais e assim se definirá se esses são um metil ou etil por exemplo. 

Porém, isso depois terá que seguir mais uma regra: definir a quais carbonos da cadeia principal esses radicais estão ligados porque isso terá-se que se definir no nome do composto.

Portanto, vemos na imagem do exemplo acima, que no caso exemplificado, a maior cadeia é a que possui 10 átomos de carbono e assim ficaram sobrando outras 3 cadeias como "galhos", um metil, um propil (que nesse caso é um isopropil, será explicado em breve) e um etil. 
Como o metil está ligado ao segundo átomo de carbono, ele é 2-metil, o isopropil está ligado ao quarto carbono, portanto, 4-isopropil e o etil, ligado ao sétimo carbono, então 7-etil. 
Como a cadeia principal tem 10 átomos de carbono, então este é um decano, como resumo, no nome completo do composto, escrevemos primeiro as definições dos radicais e suas localizações e depois o nome da cadeia principal, assim fica: 2-metil-4-isopropril-7-etil-decano.

Na próxima postagem veremos mais sobre a nomenclatura de compostos orgânicos de cadeia ramificada.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Química Orgânica - Parte 2

Olá colegas, na última postagem tratei de um dos assuntos que mais causam problemas a quem está cursando um ensino médio ou uma faculdade: química orgânica. Expliquei sobre a nomenclatura básica dos hidrocarbonetos mais simples e nesta nova postagem abordarei o que expus antes de forma mais aprofundada.

De acordo com a última postagem, além dos alcanos, que são hidrocarbonetos de cadeia química homogênea, possuindo ligações entre os átomos de carbono, existem também os alcenos e alcinos, que possuem, respectivamente, ligações duplas e triplas entre alguns de seus átomos de carbono.

Isso exige um aprofundamento na nomenclatura para os alcenos e alcinos, o porque você pode observar na figura abaixo:


A figura mostra dois tipos de propenos existentes e que apesar de os dois serem alcenos com 3 carbonos, existe outro fator que acaba por torná-los diferentes: o primeiro tem cadeia química linear, o outro tem cadeia ramificada. As questões não param por ai, existem ainda por exemplo, "tipos" de butenos, que apesar de terem todos 4 átomos de carbono em cadeia linear ou não, as duplas ligações nesses, em alguns, aparecem no primeiro átomo de carbono, em outros aparecem no segundo. 

Devido a isso irei explicar agora a nomenclatura desses compostos de forma mais aprofundada:


O que é mais básico para começar a definir a nomenclatura de acordo com as diferenças entre alcenos de mesmo número de átomos de carbono, quando a cadeia é linear, é contar o número de átomos de carbono da parte mais próxima desta de onde está a dupla ligação, nesse caso para quando existe uma só dupla ligação. A contagem pode ser da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita, desde que obedeça o princípio de onde que o primeiro átomo a ser enumerado seja o mais próximo possível da dupla ligação.

Vemos na imagem que no caso do 1-buteno, teve-se que obrigatoriamente, começar a contagem do átomo que possui a dupla ligação, assim, o nome do composto orgânico é 1-buteno, porque é o primeiro átomo de carbono da cadeia. No segundo exemplo da imagem, o átomo que possui a dupla ligação é o segundo que foi contado na contagem, então o nome do composto orgânico é 2-buteno.

Veremos outro exemplo agora:


Agora vemos um alceno com duas duplas ligações na cadeia. A contagem dos átomos de carbono segue a mesma regra ainda, de conta do ponto mais próximo a uma dupla ligação existente, apesar de nesse caso não ser tão necessária, já que as duplas ligações estão no meio da cadeia.
Nota-se que, como as duplas ligações envolvem os átomos de carbono 2 e 3 da cadeia (de acordo com a ordem de contagem), então dá-se o nome de 2,3-pentadieno ou pentadieno-2,3, separando os números do nome por vírgula e considerando o número de átomos de carbono em linha reta.

Agora veremos mais um exemplo:


Este é o 1,3-butadieno ou butadieno-1,3, porque uma dupla ligação se estabelece no primeiro carbono e a outra está no terceiro carbono, isso ainda seguindo aquela mesma regra. 

Como resumo, conclui-se que os nomes de alcenos com uma dupla ligação química, se iniciam ou terminam com o número do carbono onde está a dupla ligação seguido do prefixo de acordo com o número de átomos de carbono e com o nome terminando em "eno".
Os alcenos com duas ou mais duplas ligações seguem a mesma regra para a numeração dos átomos de carbono com duplas ligações, com a diferença que seus nomes terminam em "dieno", se tivessem 3 duplas ligações seria "trieno" e assim por diante. Por outro lado, os alcenos com duas duplas ligações são chamados de alcadienos. 

Com relação aos alcinos, temos o exemplo:


Vemos que para os alcinos (que possuem triplas ligações) segue-se a mesma regra.

Em funções químicas - parte 3, veremos mais sobre a nomenclatura em química orgânica, mas sobre compostos de cadeia ramificada.

Fontes:

http://www.labin.unilasalle.edu.br/infoedu/siteinfoedu1_03/turmasv_site/margo/site_grupo2/iso_otica.htm
http://www.mspc.eng.br/quim2/quim50.shtml
http://www.profpc.com.br/Adi%C3%A7%C3%A3o_alcinos.htm

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sistema Circulatório - Sistema Cardiovascular

O sistema circulatório ou cardiovascular é responsável pelo transporte de substâncias para todas as células, órgãos do corpo como, por exemplo, gases, nutrientes, hormônios e excretas nitrogenadas...

sistema circulatório é dividido em sistema cardiovascular e sistema linfático.
Nesta postagem trataremos apenas do sistema cardiovascular.  


sistema cardiovascular é formado pelo coração e pelos vasos sanguíneos. O coração é a bomba propulsora do sangue e os vasos sanguíneos são as vias de transporte. 


É sistema cardiovascular transporta elementos essenciais para o funcionamento dos tecidos, como gás oxigênio e gás carbônico, hormônios, etc.

Tipos de sistemas circulatórios

Nem todos os seres vivos apresentam um sistema circulatório (exemplo protistas, poríferos) e outros não possuem um sistema circulatório "verdadeiro" (exemplo celenterados).


Exitem 2 tipos de sistemas Cardiovasculares. São eles sistema circulatório aberto ou lacunar e Circulação fechada. 

Sistema circulatório aberto ou lacunar


É o tipo de sistema circulatório dos moluscos e artrópodes. 
Esta circulação é chamada de aberta, pois o sangue não circula totalmente dentro dos vasos.
Iremos tratar em um outro post mas aprofundadamente sobre os sistemas circulatórios dos animais. Aqui eremos tratar do sistema dos seres humanos.

Circulação fechada



Neste tipo de circulação todo o percurso do sangue é realizado dentro dos vasos sanguíneos. Encontramos este tipo de circulação nos anelídeos e nos vertebrados, e nestes últimos, ela pode ser simples ou dupla.

Circulação fechada simples

Só existe um tipo de sangue, o venoso. Ocorre em vertebrados de respiração branquial – os peixes. O sangue realiza trocas gasosas nas brânquias e retorna ao coração.(Veja a imagem acima) Trataremos mas sobre esse assunto em um o outro post.

Circulação fechada dupla

Neste tipo de circulação há dois tipos de sangue: o sangue venoso e o sangue arterial.Esses dois tipos de sangue nuca saem da rede de vasos sanguíneos.
Pode ser dividida em completa e incompleta. Trataremos mas sobre esse assunto em um o outro post.



Sistema cardio vascular em humanos


O sistema dos seres humanos é classificado como circulação fechada dupla.
Nesse tipo de sistema, o sangue é bombardeado pelo coração, por dentro das veias.
O sangue venenoso entra no coração, vai para o pulmão,aonde vai ocorre a troca gasosa, volta para o coração, que bombardeia para o resto do corpo, passando por vários órgãos e partes do corpo, especialmente pelos rins, aonde o sangue é filtrado, e volta novamente ao pulmão, fazendo com que o ciclo recomesse novamente.
Ele apresenta os seguintes órgãos:
Coração, Vasos sanguíneos
Coração




O coração de uma pessoa tem o tamanho aproximado de sua mão fechada, e bombeia o sangue para todo o corpo, sem parar; localiza-se no interior da cavidade torácica, entre os dois pulmões. 
O esquema do coração humano,  mostra que existem quatro cavidades, sendo eles: 
Átrio direito e átrio esquerdo, em sua parte superior e ventrículo direito e ventrículo esquerdo, em sua parte inferior.
O sangue que entra no átrio direito passa para o ventrículo direito e o sangue que entra no átrio esquerdo passa para o ventrículo esquerdo. Um átrio não se comunica com o outro átrio, assim como um ventrículo não se comunica com o outro ventrículo.
 Vasos sanguíneos
Os vasos sanguíneos são tubos pelo qual o sangue circula. Há três tipos principais: as artérias, que levam sangue do coração ao corpo; as veias, que o reconduzem ao coração; e os capilares, que ligam artérias e veias elevam o sangue para os tecidos, com isso as células são oxigenadas e são retirado as impurezas delas.

Pulmão

Quando o sangue passa pelo pulmão, ocorre o que chamamos de troca gasosa.
Isso ocorre quando o pulmão tira do sangue o gases que fazem mal a nossa saúde (exemplo gás carbônico) e coloca o oxigênio no sangue, para que ele possa ser levado para outras partes do corpo humano. Além disso, ele é responsável de filtrar o ar que respiramos, para que entre no sangue somente gases que fazem bem a nossa saúde, por isso a importância de termos uma vida saudável.

Rins
Responsável pela filtragem do sangue, retirando todos os resíduos que são fabricados por várias partes do corpo humano e fazendo com que essas impurezas sejam eliminadas em forma de urina.





Sangue
Liquido de coloração vermelha, ele é o responsável de levar para as células, músculos e outro órgãos do corpo humano nutrientes e oxigênio necessário para a sua sobrevivência, e retirando desses lugares aquilo que não é mas necessário para que sejam eliminados, tanto pelos rins, quanto pelo pulmão.






Fontes:
http://www.infoescola.com/biologia/sistema-circulatorio/
http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/circulatorio/
http://www.brasilescola.com/biologia/sistema-circulatorio.htm
http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/atividades/sist_circ/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_circulat%C3%B3rio
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/Circulacao.php
http://www.webciencia.com/11_21circula.htm