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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Química Orgânica - Parte 3

Na última postagem, falei sobre como é a nomenclatura de compostos químicos alcenos e alcinos quando estes possuem duas ou mais duplas ligações ou triplas ligações na cadeia molecular.
No entanto, não é somente nestes casos ou nos casos mais simples em que é necessária uma nomenclatura específica para a química orgânica. Os compostos orgânicos não possuem somente cadeia molecular linear, como as que foram exemplificadas na última postagem. Existem aquelas que possuem cadeias moleculares com os chamados radicais e assim, são considerados como aqueles que  possuem cadeia ramificada.

O que são os radicais?

Os radicais são extensões das "fileiras" ou cadeias de átomos que saem do curso linear, como mostrado na figura abaixo:



A cadeia normal que é a linear, é a maior cadeia da molécula, isto porque a molécula  possui mais de uma cadeia, as demais cadeias que estão mostradas como verticais, são os chamados radicais ou radicais orgânicos. Há uma nomenclatura específica para os radicais ou "galhos" das cadeias ramificadas, esses radicais podem possuir qualquer número de átomos de carbono e hidrogênio. Segundo o número desses átomos é que também é baseada a nomenclatura, assim como se utiliza do mesmo para o que foi exemplificado nas postagens anteriores, veja abaixo:

radical com 1 carbono: metil
radical com 2 carbonos: etil
radical com 3 carbonos: propil
radical com 4 carbonos: butil
radical com 5 carbonos: pentil
radical com 6 carbonos: hexil
radical com 7 carbonos: heptil
radical com 8 carbonos: octil
radical com 9 carbonos: nonil
radical com 10 carbonos: decil

O prefixo dos nomes segue a regra do número de átomos de carbono e a terminação desses nomes é sempre "il". Vamos ver agora a imagem de mais um exemplo para nos aprofundarmos:


Define-se o nome de um composto com cadeia ramificada, fazendo a contagem dos átomos em todas as direções e também considerando os átomos dos radicais, primeiramente. Após isso, através dessa contagem saberá-se qual é a maior cadeia (de acordo com o número de átomos) e daí dará-se a definição se o composto é um propano ou butano por exemplo. Depois, as cadeias menores serão consideradas como os radicais e assim se definirá se esses são um metil ou etil por exemplo. 

Porém, isso depois terá que seguir mais uma regra: definir a quais carbonos da cadeia principal esses radicais estão ligados porque isso terá-se que se definir no nome do composto.

Portanto, vemos na imagem do exemplo acima, que no caso exemplificado, a maior cadeia é a que possui 10 átomos de carbono e assim ficaram sobrando outras 3 cadeias como "galhos", um metil, um propil (que nesse caso é um isopropil, será explicado em breve) e um etil. 
Como o metil está ligado ao segundo átomo de carbono, ele é 2-metil, o isopropil está ligado ao quarto carbono, portanto, 4-isopropil e o etil, ligado ao sétimo carbono, então 7-etil. 
Como a cadeia principal tem 10 átomos de carbono, então este é um decano, como resumo, no nome completo do composto, escrevemos primeiro as definições dos radicais e suas localizações e depois o nome da cadeia principal, assim fica: 2-metil-4-isopropril-7-etil-decano.

Na próxima postagem veremos mais sobre a nomenclatura de compostos orgânicos de cadeia ramificada.


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