A nitroglicerina foi descoberta pelo italiano Ascanio Sobrero, no início sendo usada como medicamento para uma doença do coração chamada de angina pectoris. Mas como a substância é muito instável, o seu uso passou a ser como explosivos com uso bélico para a indústria de detonação.
Explosão causada por nitroglicerina. Imagem de http://www.teusmapress.com.br/
Um simples agito ou aumento de temperatura local ou da própria substância pode causar uma detonação, por essa causa, a nitroglicerina passou a ser misturada com serragem, nitrato de sódio ou nitrato de amônio e mais um oxidante para formar a dinamite. Essa mistura pode conter até 75% de concentração do explosivo.
Ilustração da dinamite. Imagem do blog Transitonoserido
A nitroglicerina é um líquido oleoso e amarelo claro e assim como muitas substâncias explosivas, possui moléculas formadas por uma cadeia carbônica ligadas ao grupo nitrato (NO3), outras substâncias possuem a cadeia carbônica ligada ao grupo nitro (NO2). Mas as características que fazem da nitroglicerina ter um comportamento explosivo não param por aí, a própria estrutura molecular descrita é o que faz com que as ligações químicas entre os átomos sejam fracas e que não resistem a agitações e aumentos de temperatura.
Fórmula química estrutural da nitroglicerina
Assim, o composto químico se decompõe em moléculas menores e com ligações fortes. Nesse caso, as substâncias formadas são dióxido de carbono, vapor d'água e nitrogênio e oxigênio moleculares. A explosão faz os gases se expandirem com enorme pressão e esse fenômeno é muito exotérmico, ou seja aquece o ambiente. O esquema da reação está abaixo:
4C3H5N309 (l) → 6N2 (g) + 12CO2 (g) + 10H2O (g) + O2(g)
Até a próxima!








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